A nova disparada nos preços internacionais do petróleo

Países exportadores de petróleo comemoram, mas o cenário pode azedar o crescimento mundial. WM TRADING explica esse novo aumento no preço do petróleo.

Depois de passar um tempo em declínio, o petróleo volta a ser o “ouro negro” mundial. Seu preço internacional passa por uma nova escalada. Na última semana de abril, chegou a U$ 75, o maior em três anos.

O aumento surpreende: a tendência do preço foi por muito tempo de franco declínio. Diversos fatores conspiravam para essa derrubada. Entre eles, destaque para o excesso de oferta internacional, a abundância de reservas estadunidenses e a ascensão dos veículos elétricos.

Em 2017, esse declínio iniciou sua reversão. Depois de algum tempo desarticulada, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) voltou a se organizar, diminuindo a produção e o abastecimento internacionais. Com menos abastecimento, os preços se elevaram ao redor do mundo.

Essa situação avançou ainda mais com os recentes atritos diplomáticos entre EUA e Irã. Ignorando o pedido de aliados, Trump decidiu não renovar o acordo nuclear com Teerã, expondo o Oriente Médio a novos riscos. Além disso, Trump também anunciou sanções contra a Opep.

Sem as exportações iranianas, o abastecimento de petróleo mundial pode ficar ainda mais limitado. Desde 2016, o Irã se tornou o terceiro maior exportador de petróleo mundial, ficando atrás da Arábia Saudita e do Iraque. A impossibilidade de comprar petróleo iraniano enseja uma escalada ainda mais íngreme no preço da commodity.

Países clientes do Irã, como os da Ásia e os da Europa, podem ser compelidos a aderir às sanções de Washington. A prioridade deles no momento é o de não criar atrito com os EUA. Mais uma vez, o abastecimento de petróleo mundial fica comprometido. A tendência do preço naturalmente é a de subir.

A situação é benéfica para países como o Brasil, exportadores de petróleo. Com o aumento no preço, os lucros com imposto e royalties avançam. Estados e municípios produtores terão orçamento robustecido. A Petrobras também se beneficia do contexto. Depois de uma desvalorização vertiginosa, seu valor internacional enfim se recupera. Desde 2016, o preço de suas ações obteve alta de mais de 500%.

Por outro lado, o aumento do preço do petróleo pode criar uma recessão mundial. Mesmo com a tecnologia elétrica, o petróleo ainda é essencial ao transporte. Seu valor influencia dessa forma o preço de quase todos os produtos e serviços. Com o aumento, é possível haver uma escalada geral de custos. Isso pode ser um gargalo aos investimentos e ao consumo.

Informou WM TRADING, qualidade e excelência em comércio exterior.