Guerras comerciais e importações no Brasil

A agenda comercial de Donald Trump parece indicar uma possível “antiglobalização”. Outrora vista como oportunidade, a aproximação dos mercados volta a significar ameaça. O governo Trump prossegue a tendência isolacionista sugerida pelo Brexit, pelo declínio da ONU, pela vitória política do conservadorismo. O próximo episódio é a promessa de “guerra comercial” de Trump, com consequências que precisam ser avaliadas por importadores brasileiros. 

Com estilo nacional-protecionista, a administração Trump decide coibir a importação de aço e de alumínio nos Estados Unidos. O aço importado agora recebe sobretaxa de 25% e o alumínio, de 15%. Por fazerem parte do NAFTA, México e Canadá não sofrem acréscimo. Os países mais afetados foram Rússia, Turquia e Japão. Instituições como a União Europeia prometem retalhar, resposta à qual Trump dedica pouca ou nenhuma preocupação. China é o principal alvo da retórica de Trump, mas foi pouco afetada, porque exporta pouco aço aos EUA.

O Brasil foi poupado da sobretaxa até maio deste ano. Com uma agenda essencialmente comercial, a diplomacia brasileira tenta barganhar com o governo Trump. A maior peça de barganha tem sido o carvão importado dos EUA. Esse carvão é importante ao funcionamento das siderurgias nacionais. Coibindo a importação de aço brasileiro, o governo Trump reduz a produtividade brasileira, afetando por conseguinte suas exportações de carvão. 

Enquanto isso, os efeitos dessa possível guerra comercial começam a se manifestar no Brasil, país onde o aço possui valor estratégico. Investidores internacionais deixam a bolsa de valores brasileira. Existe temor de que as barreiras comerciais estadunidenses recaiam sobre o país. A situação seria preocupante. As contas públicas e o desempenho econômico brasileiros ainda dependem do capital estrangeiro, do comércio exterior e do setor de aço.

Diante desse contexto, o que o importador brasileiro deve esperara dessa guerra comercial? Por enquanto, a agenda de comércio permanece sem surpresas. O importador não precisa se preocupar com imposições de tarifas extraordinárias sobre importados estadunidenses. Enquanto Trump não sobretaxar as importações vindas do Brasil, o Brasil não sobretaxa as importações vindas dos EUA: um breve equilíbrio que parece estar prestes a acabar.

Quando o aço brasileiro for sobretaxado, o Brasil provavelmente irá recorrer a mecanismos multilaterais, como a Organização Mundial de Comércio. O presente enfraquecimento desses mecanismos indica que o governo Trump não se importunará. Nesse caso, o país terá poucas opções. O Brasil importa dos EUA produtos estratégicos, como veículos automotores, tratores, medicamentos, fornos industriais. Sobretaxar seria um risco ao próprio desenvolvimento. Enquanto isso, produtos como eletrônicos há tempos sofrem sobretaxas, situação que também é desvantajosa ao desenvolvimento brasileiro. 

Diante desse contexto, o mais racional ao Brasil seria esperar. A guerra comercial de Trump é autolimitada. Ela não pode se sustentar sem causar danos à produtividade estadunidense. De qualquer forma, não se pode prever qual será a reação brasileira, país em processo de transição política. Diante desse cenário de incertezas, importadores devem ter cada vez mais cautela, especialmente se a “guerra comercial” de Trump ganhar proporções que escapem aos limites do comércio EUA-mundo.

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